
Numa época tão difícil como esta em que estamos vivendo, o que podemos dar a nossos jovens? Não há dúvida que educação de qualidade é a melhor das heranças. De fato, parece que nunca houve para os pais época tão difícil como esta. Acontece que os pais lutam sozinhos para aprender a lidar com seus filhos. E muitos filhos perderam a fé nos pais (e por extensão nos professores). É como se não acreditassem que eles possam auxiliá-los na tarefa de abrir espaço num mundo em constante mudança. Esta é a crise que enfrentamos. Mas estamos conseguindo vencê-la? É claro que não! Apesar de todos os esforços realizados nas duas últimas décadas, acabamos por priorizar a quantidade e não a qualidade.
A grande verdade nisso tudo é que as escolas públicas que se destacam pela qualidade são escolas diferenciadas: militares, técnicas e federais. Por uma série de motivos que todos conhecemos, as escolas públicas comuns ou tradicionais alcançam resultados medíocres. Todavia, mesmo entre estas, algumas conseguem bons resultados. São em geral escolas menores de cidades do interior.
Quais seriam, então, as condições para a inovação? Para transformar este sistema educacional aprisionado ou rígido, que não está nos levando a lugar algum? Vamos pensar juntos em duas ideias. Primeira, escolas menores. Não se trata de desmanchar as escolas grandes, mas de administrá-las em unidades autônomas como escolas dentro da escola. Segunda, escolas públicas administradas como escolas particulares, ou seja, escolas experimentais geridas com certa autonomia em relação ao sistema. Assim teríamos um novo tipo de escola urbana. Pode-se até apostar que o ensino nessas escolas vai se aproximar do das escolas públicas de elite de que falamos antes. Além disso, esta pode ser uma forma diferenciada de lidar com a educação nas escolas da periferia das grandes cidades. Nos Estados Unidos, estas escolas são chamadas charter. Nelas, entre as muitas inovações, os pais, por assim dizer, assinam um “contrato”, assumindo compartilhar a responsabilidade pela aprendizagem dos filhos.
Não veremos transformação alguma em nossa sociedade enquanto não virmos transformação na educação. É triste ver como o Brasil continua desperdiçando talentos potenciais, verdadeiros Pelés em muitas áreas, impossibilitados de se desenvolverem integralmente por falta de apoio e de melhor ambiente. Sabemos que a educação não acontece só na escola, e depende da cooperação de todos.
A grande verdade nisso tudo é que as escolas públicas que se destacam pela qualidade são escolas diferenciadas: militares, técnicas e federais. Por uma série de motivos que todos conhecemos, as escolas públicas comuns ou tradicionais alcançam resultados medíocres. Todavia, mesmo entre estas, algumas conseguem bons resultados. São em geral escolas menores de cidades do interior.
Quais seriam, então, as condições para a inovação? Para transformar este sistema educacional aprisionado ou rígido, que não está nos levando a lugar algum? Vamos pensar juntos em duas ideias. Primeira, escolas menores. Não se trata de desmanchar as escolas grandes, mas de administrá-las em unidades autônomas como escolas dentro da escola. Segunda, escolas públicas administradas como escolas particulares, ou seja, escolas experimentais geridas com certa autonomia em relação ao sistema. Assim teríamos um novo tipo de escola urbana. Pode-se até apostar que o ensino nessas escolas vai se aproximar do das escolas públicas de elite de que falamos antes. Além disso, esta pode ser uma forma diferenciada de lidar com a educação nas escolas da periferia das grandes cidades. Nos Estados Unidos, estas escolas são chamadas charter. Nelas, entre as muitas inovações, os pais, por assim dizer, assinam um “contrato”, assumindo compartilhar a responsabilidade pela aprendizagem dos filhos.
Não veremos transformação alguma em nossa sociedade enquanto não virmos transformação na educação. É triste ver como o Brasil continua desperdiçando talentos potenciais, verdadeiros Pelés em muitas áreas, impossibilitados de se desenvolverem integralmente por falta de apoio e de melhor ambiente. Sabemos que a educação não acontece só na escola, e depende da cooperação de todos.
Marco Antônio Bomfoco