segunda-feira, 30 de maio de 2011

A importância da interface na modelagem do AVA e suas consequências no processo de aprendizagem






Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) são o centro e o coração da educação à distância (EAD) ou e-learning. Para a organização destes ambientes, utilizam-se as denominadas tecnologias de informação e comunicação (TICs). São esses espaços virtuais que divulgam novas informações, oportunizando a participação e a cooperação entre os membros da comunidade formada para o estudo de determinado tema ou área de atuação. Sua característica mais importante é, pois, a interatividade. Os AVA constituem-se através da inserção de recursos tecnológicos nos ambientes de aprendizagem, possibilitando, assim, a estruturação de comunidades virtuais de aprendizagem (CVA) na Internet.

Vemos então que os AVA, também chamados de AVEA, isto é, Ambientes Virtuais de Ensino e Aprendizagem, são eminentemente espaços de aprendizagem, ou seja, são o “local” no cibersespaço onde ocorre a interação para a aprendizagem. Neles, a aprendizagem é resultado de instrução, comunicação, interação e cooperação. Para que se alcancem resultados positivos é necessário um planejamento adequado que abarque os modelos: educativo (organização pedagógica) e computacional (ferramentas ou recursos de comunicação/estruturas). Existem diversos tipos de ferramentas ou softwares para a construção dos AVA. O objetivo dos AVA são maximizar as oportunidades de interação e aprendizagem e possibilitar o desenvolvimento de ações compartilhadas entre todos os participantes da iniciativa ou comunidade.

Como se vê, a utilização das ferramentas de comunicação faz surgir as comunidades de virtuais de aprendizagem. Essas CVA trazem um novo desafio para alunos e professores. Ambos precisam de novas competências e habilidades para os novos papeis ou perfis que irão desempenhar: os professores precisam gerir e mediar recursos e orientar os alunos, que, por sua vez, precisam atuar de forma integrada, tendo em vista objetivos em comum. É claro que todas as ações são baseadas em um plano de curso.

Como usuários do ambiente os alunos interagem através de uma interface. Observemos a arquitetura:
- modelo pedagógico – forma e estratégias de expor o conteúdo
- modelo do domínio – base de conhecimento do sistema
- modelo do aluno – informações do conhecimento do aluno

Não há dúvida que a Internet, como meio de interação, permite diversificar as estratégias de aprendizagem. A interface deve seguir critérios ergonômicos que proporcionem ao usuário ou aprendiz uma interação humano-computador favorável à aprendizagem. Como vemos, a interação usuário-computador é uma área interdisciplinar. Os AVA se valem de uma técnica avançada, como a navegação em um ambiente resumidamente tridimensional, que é, pois, uma técnica avançada de interface. Já se sabe que um design mal elaborado pode ser fonte de erros no processo de aprendizagem.

Os modelos conceituais utilizados pelos AVA são três: o design, o usuário e o sistema. Principalmente, para planejar a interface é necessário um conhecimento real de quem irá utilizar o sistema. Já que a interface é o meio que pode promover a comunicação ou interação entre os usuários, vale dizer, é indispensável no processo de aprendizagem virtual. Se possível, a particularidade de cada indivíduo deve ser levada em conta. Em outras palavras, o sistema deve ser focado no usuário; mais precisamente, no comportamento do usuário. O designer do visual deve minimizar as dificuldades do usuário. Sabe-se que muitos “erros” nas tarefas, que são percebidos pelo usuário como desconhecimento em informática ou falta de prática, podem ser interpretados, na verdade, como dificuldades oriundas da interface.

A melhor interface ou a que traz os melhores resultados de aprendizagem é aquela que permite ao usuário agir de forma intuitiva. Estudos de casos podem auxiliar na elaboração de interfaces mais produtivas. Apesar de ser um espaço comum, o AVA deve atender as necessidades individuais dos usuários ou participantes daquela comunidade de aprendizagem.